O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) afirmou que o Hospital Municipal de Natal, inaugurado no fim de 2024, ainda não entrou em operação. “Não está funcionando, mas vai funcionar”, declarou, em entrevista nesta terça-feira 14 à rádio 98 FM, ao ser questionado sobre o funcionamento da unidade.A declaração ocorre em meio a críticas recorrentes sobre a entrega da obra sem funcionamento pleno. Ao longo da entrevista, Álvaro confirmou que o equipamento ainda depende de ajustes, mas defendeu a dimensão do projeto e o investimento realizado. “É a obra da qual eu mais me orgulho”, disse, ao classificá-lo também como “o maior investimento jamais visto em saúde pública aqui no estado do Rio Grande do Norte”.Segundo ele, a estrutura física foi concluída e entregue, restando etapas finais para entrada em funcionamento. “Foi entregue a obra física do hospital”, afirmou. Questionado sobre a decisão de inaugurar a unidade mesmo sem funcionamento, respondeu que não se arrepende. “Era bom ter inaugurado para que a população tome conhecimento do grande investimento que foi feito ali”, disse.O ex-prefeito afirmou que, quando estiver em operação plena, o hospital contará com cerca de 300 leitos e poderá reduzir o déficit assistencial no Estado. “Vai resolver o problema da falta de leitos hospitalares no Rio Grande do Norte”, declarou.Ao justificar o atraso, Álvaro atribuiu parte das dificuldades à retenção de recursos federais. Segundo ele, existem “R$ 50 milhões da Prefeitura do Natal represados no governo do PT”, referentes a convênios já aprovados. “Mais de um ano que não vem um tostão do governo federal para a cidade de Natal”, afirmou, citando também impactos em outras obras, como o mirante da Ladeira do Sol e a requalificação das praias da Zona Leste.A entrevista foi marcada por uma defesa ampla de sua gestão à frente da Prefeitura do Natal. Álvaro afirmou que encontrou a cidade “atrasada” e atribuiu o baixo dinamismo ao antigo Plano Diretor, que classificou como “velho, arcaico, carcomido, ultrapassado”. Disse que a revisão da legislação urbanística permitiu uma mudança no cenário econômico da capital. “Natal hoje é outra cidade”, afirmou.Agora RN









