

Na última quinta-feira (21), completaram-se 29 anos de um dos episódios mais trá:gicos e marcantes da história de São Gonçalo do Amarante. A cha:cina ocorrida em Santo Antônio do Potengi, entre os dias 21 e 22 de maio de 1997, deixou a população em choque e ganhou repercussão mundial.Genildo Ferreira de França, conhecido como “Neguinho de Zé Ferreira”, saiu de casa usando roupa camuflada, armado e carregando uma bolsa cheia de munições. Em menos de 24 horas, exe:cutou 14 pessoas e deixou a comunidade mergulhada no medo, na dor e na tristeza. Segundo relatos da época, Genildo utilizou uma pistola 764 e um revólver calibre 38 equipado com silenciador. Após cometer os crim:es, acabou tirando a própria vida em um lamaçal de uma cerâmica, enquanto era cercado por cerca de 100 policiais militares e 20 policiais civis.Durante a fuga, ele manteve duas reféns, entre elas a própria filha, Gislane, de apenas 5 anos, e uma adolescente, que posteriormente relataria os momentos de terr:or vividos naquele dia. Testemunhas afirmaram que Genildo teria planejado cada detalhe da ação, incluindo a bala de prata escolhida para o sui:cídi0. Mesmo após quase três décadas, o massa:cre ainda é lembrado por moradores de Santo Antônio do Potengi. Muitos afirmam que Genildo era conhecido anteriormente como uma pessoa simpática, educada e gentil, o que torna o caso ainda mais cercado de mistério e questionamentos.As motivações para o cri:me nunca ficaram totalmente esclarecidas. Alguns apontam o trauma pela mo:rte do filho Iure, de 5 anos. Outros relatam que Genildo teria se revoltado após boatos envolvendo sua sexualidade. O que permanece até hoje é a memória de um dos capítulos mais sombrios da história do município.Após a tragé:dia, os corpos das vítimas foram levados em caçambas do ITEP e velados no ginásio do bairro, enquanto uma multidão acompanhava emocionada o desfecho do caso. Genildo foi enterrado como indigente no cemitério Bom Pastor 2, em Natal, e atualmente ninguém sabe a localização exata de seu túmulo. Antes de morr:er, ele deixou uma carta com uma mensagem para a família: “Deixo um forte abraço e um beijo para toda minha família. Que Deus tome conta da minha alma”.









