Nesta terça-feira (03/11), nove dias após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma nova votação será crucial para determinar o futuro das relações do Brasil com seu principal parceiro nas Américas: as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.O pleito vai definir todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) e 35 das 100 cadeiras do Senado, além de 39 governadores de Estados e territórios e diversos outros cargos estaduais e locais.Pesquisas de intenção de voto indicam que a oposição democrata tem chances de conquistar maioria na Câmara e, talvez, até no Senado, no que vem sendo descrito como uma “onda azul” (em referência à cor associada ao Partido Democrata).Isso representaria uma mudança no cenário político dos EUA, onde atualmente o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, controla não apenas o Executivo, mas também as duas Casas do Legislativo, o que permitiu avançar sua agenda sem grande resistência.Essa agenda inclui desde tarifas a produtos importados de diversos países, entre eles o Brasil, até uma guerra no Irã e ações militares na América Latina, onde o governo Trump tem o objetivo declarado de “restaurar a proeminência americana no hemisfério ocidental”.Relações EUA-BrasilDesde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, a relação com o Brasil atravessa um período de tensão. Trump impôs um “tarifaço” sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades em resposta ao que descreveu como “perseguição” sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro (PL), o adversário de Lula nesta eleição.A própria embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, está com o visto revogado desde agosto. Ela continua autorizada a atuar no país, mas caso deixe os EUA, precisaria de novo visto para entrar novamente em território americano.Durante a campanha, Lula criticou as medidas americanas e apostou no discurso de defesa da soberania.BBC







