A queda do tradicional Baobá de Jundiaí, em Macaíba, na noite deste domingo (1º), reacendeu o debate sobre a preservação e os riscos envolvendo árvores históricas no Rio Grande do Norte. O tombamento da árvore, localizada às margens da RN-160, interditou a rodovia estadual e provocou a suspensão do fornecimento de energia elétrica na região.
Símbolo histórico e cultural, o baobá de Jundiaí era um dos cartões-postais do município. Originária da África, a espécie do tipo Adansonia é rara no Brasil, com cerca de 30 exemplares espalhados pelo país. No Rio Grande do Norte, há registros de apenas quatro árvores desse tipo. Muitos baobás foram trazidos ao Brasil por sacerdotes africanos e plantados em locais específicos ligados às religiões de matriz africana, carregando forte valor simbólico e histórico.
O episódio em Macaíba traz à memória uma situação semelhante vivida em Natal, na Avenida São José, onde existe um baobá centenário. A árvore apresentou sinais de instabilidade após uma pequena queda parcial, o que levou à realização de uma poda técnica preventiva. A medida foi adotada justamente para evitar que o baobá tivesse o mesmo destino do exemplar de Jundiaí.
Segundo especialistas, a poda foi necessária para reduzir o peso da copa, garantir a segurança de pedestres e motoristas e permitir a recuperação da árvore, preservando sua integridade e importância histórica.
O caso reforça a importância do monitoramento constante de árvores centenárias, especialmente aquelas localizadas em áreas urbanas e vias de grande circulação. A queda do baobá de Macaíba serve como alerta para que ações preventivas sejam adotadas a tempo, evitando riscos à população e perdas irreparáveis do patrimônio natural e cultural.
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