Morreu neste sábado (10), no Rio de Janeiro, aos 92 anos, o autor de novelas Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, um dos maiores nomes da história da teledramaturgia brasileira. Conhecido carinhosamente como Maneco, ele deixa um legado marcado por histórias sensíveis, realistas e profundamente humanas, exibidas principalmente no horário nobre da TV Globo.
Manoel Carlos ficou nacionalmente consagrado por criar protagonistas femininas fortes, complexas e inesquecíveis, quase sempre batizadas de Helena, personagem que se tornou sua marca registrada. Ao longo da carreira, ele escreveu diferentes “Helenas”, cada uma refletindo dilemas do amor, da família, da ética e das relações humanas.
Entre as novelas mais emblemáticas estão “Por Amor” (1997), com Regina Duarte no papel da Helena que protagonizou uma das cenas mais marcantes da TV brasileira; “Laços de Família” (2000), que trouxe Vera Fischer como Helena e abordou conflitos familiares intensos; “Mulheres Apaixonadas” (2003), estrelada por Christina Torloni, sucesso absoluto de audiência; “Páginas da Vida” (2006), com Regina Duarte novamente como Helena; e “Viver a Vida” (2009), que teve Taís Araújo como a primeira Helena negra do autor.
As obras de Manoel Carlos se destacaram por retratar o cotidiano da classe média, especialmente do Rio de Janeiro, com diálogos realistas e tramas que provocavam reflexão e identificação do público. Seus personagens e histórias atravessaram gerações e ajudaram a consolidar a novela brasileira como um dos principais produtos culturais do país.
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