A construção civil no Brasil prevê para 2026 um cenário mais favorável do que o observado em 2025, impulsionado pela ampliação do crédito, investimentos em infraestrutura e programas habitacionais. A projeção é de crescimento de 2% este ano, acima da estimativa de 1,3% para 2025, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O avanço, no entanto, vem acompanhado de preocupações que seguem pressionando o setor, como juros ainda elevados, aumento do custo da mão de obra, incertezas tributárias e um ambiente de negócios marcado pela cautela dos empresários.
A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, destaca que a projeção inicial é que o setor cresça mais do que em 2025. “Apesar do resultado de 2025 não ter sido divulgado ainda pelo IBGE, a nossa projeção permanece 1,3% e, para 2026, com os dados que temos até o momento, estamos projetando 2% de crescimento. Se confirmada essa alta, será o nosso terceiro ano consecutivo de crescimento”.
Contudo, o ambiente ainda é desafiador. O presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), Sérgio Azevedo, diz que o avanço só será sustentável se vier acompanhado de estabilidade regulatória, redução dos juros e estímulos consistentes ao investimento. “Não adianta incentivar de um lado e aumentar custo estrutural do outro”, resume Sérgio Azevedo. O consenso entre as entidades do setor é que há espaço para crescer, mas o ritmo e a consistência dessa retomada dependerão das condições econômicas e das decisões de política pública ao longo do ano.
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Tribuna do Norte
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